ATIVIDADE AVALIATIVA – OFICINA ODS – SESI
CAMPO LARGO
Produção Textual
Leia o texto:
Conclusão dissertativa: Como encerrar o
texto expositivo ou argumentativo
Qualquer texto, para estar completo,
organiza-se em três etapas básicas: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Cumpridas as duas primeiras etapas, cabe à conclusão fechar o texto do modo
mais adequado à modalidade textual em questão. Nas dissertações, a conclusão é
a parte final que condensa os pontos centrais da discussão, inclusive o
posicionamento apresentado na tese.
A dissertação argumentativa, principal
modalidade textual solicitada nas provas de redação de concursos e
vestibulares, tem, na boa conclusão, grande parte da sua eficiência. Othon
Garcia, em sua obra "Comunicação em Prosa Moderna", nos ensina que
"não existe argumentação sem conclusão, que decorre naturalmente das
provas ou argumentos apresentados". Partículas como "logo" e
"portanto" são típicas no início de períodos ou parágrafos em que se
nega (argumentação por refutação) ou confirma o teor da proposição.
Há várias formas de se concluir uma
dissertação argumentativa, mas alguns cuidados precisam ser tomados. Então,
apresentamos, a seguir, alguns aspectos a serem observados em diferentes tipos
de conclusão dissertativa:
Retomada da tese
É importante que, ao terminar a leitura, o
leitor tenha total clareza quanto à tese ali defendida. Por isso, o autor de
uma dissertação não pode perder essa última possibilidade de reforçar seu
posicionamento no parágrafo final.
Para isso, é preciso que o conteúdo
retomado na conclusão - seja apenas da tese ou de parte da análise - esteja em
total coerência com o que foi escrito nas partes anteriores da redação, pois só
assim se consegue a reafirmação de uma verdade. Mas atenção: o que deve ser
retomado é apenas a essência do que já foi mostrado, evitando-se a mera
repetição de frases e vocabulário.
Perspectivas futuras
Durante a análise do tema, principalmente
quando este tratar de uma situação problemática atual, a dissertação pode se
basear em dados passados e presentes, identificando causas, fazendo um paralelo
histórico, comparações. Isso feito, abrese espaço para o olhar futuro em
relação ao problema.
É a hora de traçar perspectivas futuras,
que podem envolver uma proposta de solução ou apenas uma projeção hipotética do
que deverá acontecer, considerando-se determinados contextos. Em ambos os
casos, o autor precisa basear-se nos conteúdos já analisados. Não é possível
apresentar propostas de solução para problemas que não foram discutidos ou
perspectiva futura que não esteja embasada em dados presentes.
Propostas de enfrentamento do problema
Quanto às propostas de solução, elas não
devem ser "utópicas", ou seja, não dá para propor que os países
desenvolvidos simplesmente aceitem dividir suas riquezas com os países pobres
para acabar com a miséria no mundo. Também não se devem apresentar propostas
genéricas demais ou típicas do senso comum, como dizer que o governo precisa
"fazer alguma coisa" ou que as pessoas "precisam se
conscientizar" de algo. Em vez disso, pode-se propor que determinado órgão
de certa área específica do governo reformule a lei que trata do assunto em questão,
ou que seja criado um órgão fiscalizador para fazer cumprir determinado acordo.
É possível também elaborar propostas mais concretas envolvendo a sociedade,
como sugerir que determinados grupos se organizem em associações para
pressionar a ação de instituições com poder de resolução do problema. Ou seja,
o autor tem direito de manter seu ponto de vista em relação ao tema, só precisa
apontar sugestões específicas, sempre citando nomes e escolhendo o vocabulário
mais preciso, evitando as generalizações que não contribuem em nada com o
texto.
Genérico, específico
Outro aspecto importante da conclusão é a
ligação dessa etapa com a forma como o tema foi introduzido no início do texto,
ou seja, para introdução genérica usa-se conclusão genérica; para introdução
específica, conclusão específica.
Vejamos um exemplo de início genérico: se o
texto começa discutindo a falta de ética do ser humano nas diversas relações
sociais, tem-se uma introdução genérica. Evidentemente, o texto não poderá
continuar nessa abstração durante o desenvolvimento e acabará por usar uma
série de exemplos específicos, como fatos históricos dentro e fora do Brasil,
para provar a tese. Na conclusão, porém, o texto deve voltar para a tese
inicial, mais genérica, mostrando que os exemplos comprovam o comentário mais
amplo feito no início do texto.
No caso de um início específico, poderíamos
imaginar uma tese que criticasse a falta de ética dos deputados federais
brasileiros ao aprovarem um abusivo aumento de salário para eles mesmos. No
desenvolvimento o autor poderia mostrar exemplos históricos (e mais genéricos)
para provar que esse comportamento tem acompanhado o ser humano nas mais
diferentes sociedades e épocas. Porém, na conclusão, o autor precisaria voltar
ao tema específico, mostrando que, assim como em tantos exemplos históricos de
corrupção, os deputados federais em questão agiram mal.
Por último, vale lembrar: nunca inicie uma
discussão nova na conclusão, pois não haverá tempo para desenvolvê-la. Também
não termine com perguntas abertas sobre questões que, ao invés de serem
encaminhadas ao leitor, deveriam ter sido respondidas durante o texto, afinal,
a dissertação (principalmente a argumentativa) expõe objetivamente um
raciocínio e tem por função conduzir o leitor à aceitação dessa verdade.
Sueli de Britto Salles, Especial para a
Página 3 Pedagogia & Comunicação é mestra em língua portuguesa, leciona em
cursos universitários e participa de bancas corretoras de redações em
vestibulares - https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/conclusaodissertativacomoencerrarotextoexpositivoouargumentativo.htm
Material de apoio: https://www.youtube.com/watch?v=GITay7Q2mCk
ATIVIDADE INDIVIDUAL:
Produza um comentário acerca de como foi
feita a conclusão da redação lida, se está boa ou no que pode melhorar.
Justifique sua resposta. Seu texto deve ter, no mínimo, 3 linhas. Lembre-se de,
no início ou ao final, colocar seu nome completo e ao lado o nome de sua sala.
ATIVIDADE
DISPONÍVEL ATÉ DIA 20/04/2017
Leia o texto
TEMA: A Educação brasileira e seus grandes desafios
A Educação brasileira vive um momento
caótico. É possível dizer que passa por uma de suas piores crises. Tal fato
encontra respaldo na péssima situação laboral dos professores, na grande
incidência de violência nas instituições de ensino e, logicamente, na péssima
infraestrutura das escolas públicas que, em vez de atraírem os alunos, antes os
repelem.
A palavra
magistério vem do latim “magis” e quer dizer “lugar de seres superiores”. Mas
não é bem isso que se estabelece em nosso país quando os professores são
desvalorizados e desrespeitados pelos alunos e pelo poder público. O discurso
da professora potiguar Amanda Gurgel, em maio de 2011, deixa bem nítidos os
graves excessos cometidos contra os profissionais do magistério, principalmente
por parte do governo. Basta lembrar que, em estados como o Rio Grande do Norte,
Alagoas e Ceará, os respectivos governadores desrespeitosamente não pagaram o
piso nacional estipulado pelo Superior Tribunal Federal (STF), ou seja,
deixaram de repassar aos professores algo que na verdade já era uma conquista,
um direito. Desrespeito também gera violência.
Nesse contexto,
não é difícil compreender que o massacre em Realengo, no Rio de Janeiro, é,
seguramente, um grave indicador de que a violência está tão banalizada na
educação brasileira que encontrá-la dentro e fora das escolas não constitui
diferença. Alunos contra alunos e alunos contra professores são as marcas de
uma educação literalmente falida que precisa passar urgentemente por investimentos
e renovação, principalmente em sua infraestrutura, tão defasada, tão aquém do
desejado que alunos e professores passam a não se sentir bem dentro dela.
Por conseguinte,
em um lugar em que os professores são desvalorizados a ponto de estudantes agredirem física e moralmente os mestres, uma
das fortes causalidades é a péssima estrutura da escola pública, com suas
cadeiras quebradas e suas lousas deterioradas, que torna o local inóspito para
os alunos e totalmente impróprio para o exercício do magistério, é preciso
mudar esta realidade. A falta de verbas para investimentos é uma das desculpas
que a sociedade não pode mais aceitar.
Dessa forma, a reabilitação do professor perante a sociedade passa imediatamente pela estipulação de um salário digno, que diminua as cargas excessivas de trabalho e permita que os professores se especializem nos momentos extraclasse. Além disso, é necessária a implantação de um sistema de segurança escolar para que sejam evitadas tragédias como a que houve no Rio de Janeiro. Por fim, torna-se urgente um maior investimento na infraestrutura das escolas, no que tange o aspecto físico e a própria grade escolar, pois escolas novas e bonitas não resolvem o problema da educação se não tivermos segurança e profissionais competentes que resultem na boa qualidade do ensino brasileiro.
Dessa forma, a reabilitação do professor perante a sociedade passa imediatamente pela estipulação de um salário digno, que diminua as cargas excessivas de trabalho e permita que os professores se especializem nos momentos extraclasse. Além disso, é necessária a implantação de um sistema de segurança escolar para que sejam evitadas tragédias como a que houve no Rio de Janeiro. Por fim, torna-se urgente um maior investimento na infraestrutura das escolas, no que tange o aspecto físico e a própria grade escolar, pois escolas novas e bonitas não resolvem o problema da educação se não tivermos segurança e profissionais competentes que resultem na boa qualidade do ensino brasileiro.
