quarta-feira, 15 de março de 2017


ATIVIDADE AVALIATIVA – OFICINA ODS – SESI CAMPO LARGO

Produção Textual

Leia o texto:

Conclusão dissertativa: Como encerrar o texto expositivo ou argumentativo

Qualquer texto, para estar completo, organiza-se em três etapas básicas: introdução, desenvolvimento e conclusão. Cumpridas as duas primeiras etapas, cabe à conclusão fechar o texto do modo mais adequado à modalidade textual em questão. Nas dissertações, a conclusão é a parte final que condensa os pontos centrais da discussão, inclusive o posicionamento apresentado na tese.
A dissertação argumentativa, principal modalidade textual solicitada nas provas de redação de concursos e vestibulares, tem, na boa conclusão, grande parte da sua eficiência. Othon Garcia, em sua obra "Comunicação em Prosa Moderna", nos ensina que "não existe argumentação sem conclusão, que decorre naturalmente das provas ou argumentos apresentados". Partículas como "logo" e "portanto" são típicas no início de períodos ou parágrafos em que se nega (argumentação por refutação) ou confirma o teor da proposição.
Há várias formas de se concluir uma dissertação argumentativa, mas alguns cuidados precisam ser tomados. Então, apresentamos, a seguir, alguns aspectos a serem observados em diferentes tipos de conclusão dissertativa:

Retomada da tese

É importante que, ao terminar a leitura, o leitor tenha total clareza quanto à tese ali defendida. Por isso, o autor de uma dissertação não pode perder essa última possibilidade de reforçar seu posicionamento no parágrafo final.
Para isso, é preciso que o conteúdo retomado na conclusão - seja apenas da tese ou de parte da análise - esteja em total coerência com o que foi escrito nas partes anteriores da redação, pois só assim se consegue a reafirmação de uma verdade. Mas atenção: o que deve ser retomado é apenas a essência do que já foi mostrado, evitando-se a mera repetição de frases e vocabulário.

Perspectivas futuras

Durante a análise do tema, principalmente quando este tratar de uma situação problemática atual, a dissertação pode se basear em dados passados e presentes, identificando causas, fazendo um paralelo histórico, comparações. Isso feito, abrese espaço para o olhar futuro em relação ao problema.
É a hora de traçar perspectivas futuras, que podem envolver uma proposta de solução ou apenas uma projeção hipotética do que deverá acontecer, considerando-se determinados contextos. Em ambos os casos, o autor precisa basear-se nos conteúdos já analisados. Não é possível apresentar propostas de solução para problemas que não foram discutidos ou perspectiva futura que não esteja embasada em dados presentes.

Propostas de enfrentamento do problema

Quanto às propostas de solução, elas não devem ser "utópicas", ou seja, não dá para propor que os países desenvolvidos simplesmente aceitem dividir suas riquezas com os países pobres para acabar com a miséria no mundo. Também não se devem apresentar propostas genéricas demais ou típicas do senso comum, como dizer que o governo precisa "fazer alguma coisa" ou que as pessoas "precisam se conscientizar" de algo. Em vez disso, pode-se propor que determinado órgão de certa área específica do governo reformule a lei que trata do assunto em questão, ou que seja criado um órgão fiscalizador para fazer cumprir determinado acordo. É possível também elaborar propostas mais concretas envolvendo a sociedade, como sugerir que determinados grupos se organizem em associações para pressionar a ação de instituições com poder de resolução do problema. Ou seja, o autor tem direito de manter seu ponto de vista em relação ao tema, só precisa apontar sugestões específicas, sempre citando nomes e escolhendo o vocabulário mais preciso, evitando as generalizações que não contribuem em nada com o texto.
Genérico, específico

Outro aspecto importante da conclusão é a ligação dessa etapa com a forma como o tema foi introduzido no início do texto, ou seja, para introdução genérica usa-se conclusão genérica; para introdução específica, conclusão específica.
Vejamos um exemplo de início genérico: se o texto começa discutindo a falta de ética do ser humano nas diversas relações sociais, tem-se uma introdução genérica. Evidentemente, o texto não poderá continuar nessa abstração durante o desenvolvimento e acabará por usar uma série de exemplos específicos, como fatos históricos dentro e fora do Brasil, para provar a tese. Na conclusão, porém, o texto deve voltar para a tese inicial, mais genérica, mostrando que os exemplos comprovam o comentário mais amplo feito no início do texto.
No caso de um início específico, poderíamos imaginar uma tese que criticasse a falta de ética dos deputados federais brasileiros ao aprovarem um abusivo aumento de salário para eles mesmos. No desenvolvimento o autor poderia mostrar exemplos históricos (e mais genéricos) para provar que esse comportamento tem acompanhado o ser humano nas mais diferentes sociedades e épocas. Porém, na conclusão, o autor precisaria voltar ao tema específico, mostrando que, assim como em tantos exemplos históricos de corrupção, os deputados federais em questão agiram mal.
Por último, vale lembrar: nunca inicie uma discussão nova na conclusão, pois não haverá tempo para desenvolvê-la. Também não termine com perguntas abertas sobre questões que, ao invés de serem encaminhadas ao leitor, deveriam ter sido respondidas durante o texto, afinal, a dissertação (principalmente a argumentativa) expõe objetivamente um raciocínio e tem por função conduzir o leitor à aceitação dessa verdade.

Sueli de Britto Salles, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é mestra em língua portuguesa, leciona em cursos universitários e participa de bancas corretoras de redações em vestibulares - https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/conclusao­dissertativa­como­encerrar­o­texto­expositivo­ou­argumentativo.htm


ATIVIDADE INDIVIDUAL:

Produza um comentário acerca de como foi feita a conclusão da redação lida, se está boa ou no que pode melhorar. Justifique sua resposta. Seu texto deve ter, no mínimo, 3 linhas. Lembre-se de, no início ou ao final, colocar seu nome completo e ao lado o nome de sua sala.

ATIVIDADE DISPONÍVEL ATÉ DIA 20/04/2017

Leia o texto

TEMA: A Educação brasileira e seus grandes desafios



        
         A Educação brasileira vive um momento caótico. É possível dizer que passa por uma de suas piores crises. Tal fato encontra respaldo na péssima situação laboral dos professores, na grande incidência de violência nas instituições de ensino e, logicamente, na péssima infraestrutura das escolas públicas que, em vez de atraírem os alunos, antes os repelem.
        A palavra magistério vem do latim “magis” e quer dizer “lugar de seres superiores”. Mas não é bem isso que se estabelece em nosso país quando os professores são desvalorizados e desrespeitados pelos alunos e pelo poder público. O discurso da professora potiguar Amanda Gurgel, em maio de 2011, deixa bem nítidos os graves excessos cometidos contra os profissionais do magistério, principalmente por parte do governo. Basta lembrar que, em estados como o Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará, os respectivos governadores desrespeitosamente não pagaram o piso nacional estipulado pelo Superior Tribunal Federal (STF), ou seja, deixaram de repassar aos professores algo que na verdade já era uma conquista, um direito. Desrespeito também gera violência.
       Nesse contexto, não é difícil compreender que o massacre em Realengo, no Rio de Janeiro, é, seguramente, um grave indicador de que a violência está tão banalizada na educação brasileira que encontrá-la dentro e fora das escolas não constitui diferença. Alunos contra alunos e alunos contra professores são as marcas de uma educação literalmente falida que precisa passar urgentemente por investimentos e renovação, principalmente em sua infraestrutura, tão defasada, tão aquém do desejado que alunos e professores passam a não se sentir bem dentro dela.

       Por conseguinte, em um lugar em que os professores são desvalorizados a ponto de estudantes  agredirem física e moralmente os mestres, uma das fortes causalidades é a péssima estrutura da escola pública, com suas cadeiras quebradas e suas lousas deterioradas, que torna o local inóspito para os alunos e totalmente impróprio para o exercício do magistério, é preciso mudar esta realidade. A falta de verbas para investimentos é uma das desculpas que a sociedade não pode mais aceitar.
     Dessa forma, a reabilitação do professor perante a sociedade passa imediatamente pela estipulação de um salário digno, que diminua as cargas excessivas de trabalho e permita que os professores se especializem nos momentos extraclasse. Além disso, é necessária a implantação de um sistema de segurança escolar para que sejam evitadas tragédias como a que houve no Rio de Janeiro. Por fim, torna-se urgente um maior investimento na infraestrutura das escolas, no que tange o aspecto físico e a própria grade escolar, pois escolas novas e bonitas não resolvem o problema da educação se não tivermos segurança e profissionais competentes que resultem na boa qualidade do ensino brasileiro.

terça-feira, 7 de março de 2017

ATIVIDADE AVALIATIVA - OFICINA BIG BANG - SESI CAMPO LARGO

Língua Portuguesa e Produção Textual

Leia o texto:

ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

A Origem da Língua Portuguesa remonta à época da Baixa Idade Média, na qual se formou o que viria a ser o atual país de Portugal.

Sabemos que a consolidação dos idiomas nacionais europeus, sobretudo aqueles de matriz latina (isto é, derivados do latim), ocorreu na passagem da Baixa Idade Média para a Idade Moderna, ou seja, entre os séculos XII e XVI. Porém, a história da formação de cada um desses idiomas deve levar em consideração a mescla de elementos das línguas bárbaras com o latim, haja vista o amplo contato que muitos povos bárbaros do norte europeu tiveram, por séculos, com o Império Romano (no qual vigia a língua latina). A origem da língua portuguesa é um exemplo dessa mescla.
A região que deu origem ao Estado moderno português situava-se no noroeste da Península Ibérica, em torno do rio Minho. Foi nas extensões de terras de ambas as margens do rio Minho que começou a ser falado aquilo que posteriormente viria a ser definido como galego-português, ou língua galaico-portuguesa. A pesquisadora Amini Boainain Huay divide a origem da língua portuguesa em três fases principais, uma pré-histórica, uma proto-histórica e uma, efetivamente, histórica.
A fase pré-histórica não se refere, naturalmente, à Idade Pré-histórica arqueologicamente falando, mas a uma “pré-história” no sentido de uma fase em que nossa língua ainda era rudimentar. Essa época compreende os séculos anteriores ao X, período em que Portugal restringia-se à região do rio que mencionamos acima, que ficou conhecida como Condado Portucalense. Essa região foi cedida pela Espanha aos primeiros nobres de Portugal durante as primeiras guerras contra os muçulmanos pela reconquista da Península. Como diz Huay: “A época pré-histórica é o período de evolução do latim falado na Galiza e na Luzitânia, desde a conquista da Península Ibérica até a formação dos romanços, no século V, culminando com a definição do romanço galaico-português como língua falada nas duas margens do rio Minho.” [1]
Os “romanços” de que fala a pesquisadora Huay são as primeiras línguas europeias cuja estrutura básica deriva do latim vulgar (ou românico). Todavia, a língua portuguesa formou-se, além dos elementos do latim, também por elementos celtas e árabes. Os celtas colonizaram a Península Ibérica muitos séculos antes do adentramento romano, que só ocorreu no ano de 218 a.C., de modo que lá deixaram profundas raízes culturais que seriam importantes para a formação da língua portuguesa. A palavra “carro”, por exemplo, é de origem celta.
Já na época proto-histórica, diz Hauy que: “os documentos escritos em latim bárbaro atestam já palavras e expressões do romanço galaico-português: estrata (estrada, lat. via), conelio (coelho, lat. cuniculum), artigulo (artigo, lat. articulum), ovelia (ovelha, lat. Ovicula) […]”. [2] Nessa época, séculos XI e XIII, já era possível, portanto, perceber com mais nitidez a organização da língua em torno do galego-português, que seria a base principal para o português definitivo.
Do século XIII, temos a fase histórica, isto é, o português começou a ser registrado na forma escrita – procedimento que era executado até então somente em latim. Esse registro era feito de forma eminentemente fonética, sem ainda preocupações lexicais. Entretanto, os raros registros do português do século XIII, sobretudo em crônicas (prosa), podem ter sido alterados por escribas dos séculos posteriores. O fato é que, a partir de então, o português já era uma língua efetiva e viva e em constante aperfeiçoamento. No século XIV, começaram a aparecer os textos em prosa mais bem elaborados e também aqueles em formas poéticas, como as cantigas trovadorescas. Esses textos ajudaram a moldar também o modo de pronúncia das palavras (vogais tônicas, acentuação, etc.).
Nos séculos XV e XVI, o português passou a se impor no mundo como uma das grandes línguas modernas, ao lado do castelhano, do francês, do italiano, etc. Nomes como Sá de Miranda e Luís de Camões (com seu poema épico “Os Lusíadas”) consolidaram definitivamente a língua portuguesa.
NOTAS
[1] HAUY, Amini Boainain. “Séculos XII, XIII e XIV”. In: SPINA, Segismundo. (org.) História da Língua Portuguesa. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2008. p. 35.
[2] Idem. p. 36.

Por Me. Cláudio Fernandes
FERNANDES, Cláudio. "Origem da Língua Portuguesa"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/historiag/origem-lingua-portuguesa.htm>. Acesso em 07 de marco de 2017.

Material de apoio:

http://tecciencia.ufba.br/aula-de-portugues-2012/aula-de-portugues-2012/a-origem-da-lingua-portuguesa


https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I&t=95s


ATIVIDADE INDIVIDUAL:

- Seu comentário deve ter, no mínimo, 3 linhas. Lembre-se de, no início ou ao final colocar seu nome completo e ao lado o nome de sua sala;
- Atividade disponível do dia 07 até 14/03.


* Defina o tema núcleo do texto lido e exponha sua opinião a respeit
o dele. 


sexta-feira, 3 de março de 2017

Olá! Seja bem vindo ao meu blog.

Provavelmente você já deve ter se deparado em algum momento com esse surpreendente trabalho dirigido por William Joyce e Brandon Oldenburg, o famoso curta de animação "The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore" vencedor do Oscar em sua categoria no ano de 2012. Esse trabalho nos traz uma reflexão própria e bem desenhada do que representa a leitura em nossas vidas. Boa viagem!!!